quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mercado de programação para apps móveis: uma boa oportunidade de crescimento

Não há expansão do mercado aqui no Brasil porque faltam profissionais capacitados. Confira essa oportunidade de carreira






Matéria:
João Moretti, diretor da Mobilepeople diz que "a cada ano, o mercado vem crescendo bastante. Sempre se fala em uma grande explosão. E ela já vem acontecendo há muito tempo".
O problema é que, especificamente no Brasil, essa expansão do mercado de aplicativos móveis enfrenta um desafio grande: a falta de profissionais capacitados a desenvolver esse tipo de solução.
"No caso do Brasil, já chegamos até a importar profissionais de fora. Importar desenvolvimento de aplicações dos EUA, Índia e, por incrível que pareça, até da China. Então essa falta de profissional aqui no mercado brasileiro pode estar travando ainda mais esse crescimento", explica Danilo Altheman, diretor da Quaddro.

Outra saída encontrada pelas empresas para essa falta de sincronia entre oferta e demanda de profissionais especializados é procurar quem tenha algum conhecimento em programação e desenvolvimento de sistemas e treiná-los internamente.

Uma vez que sobram vagas no mercado, após a formação, o emprego é praticamente garantido. Mais do que isso, a remuneração é bastante atraente; os salários variam de R$180 a R$220 por hora trabalhada.

Danilo explica que "é uma área que estamos perdendo tempo e muito dinheiro. A ideia é conseguir focar e transformar esse país, que também é muito bem conhecido na área de desenvolvimento, mas transformá-lo em uma país de desenvolvedor de aplicações para dispositivos móveis".
Outra possibilidade tentadora é desenvolver um aplicativo que caia no gosto popular.
"Vemos notícias de pessoas que desenvolvem aplicativo e, da noite para o dia, ficam milionárias. Todo mundo ouve falar que os smartphones e tablets são o futuro. Então, acredito que esse crescimento vai acontecer em breve", completa Danilo. 
Se você se interessa pelo assunto, fique ligado! Assim como na maioria das áreas de tecnologia, existe muito material na internet para aprender a programar para dispositivos móveis.
O momento é realmente bom, e o setor está pra lá de aquecido. Se você quiser começar a pesquisar e estudar um pouco sobre programação para tablets e smartphones, nós separamos o link de um blog que traz, em português, tutoriais e os primeiros passos para você começar a programar para iPhone e iPad. Confira e boa sorte!





LINK DA MATERIA: 
Primeiros passos na programação de apps 



FONTE: http://olhardigital.uol.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Falta gente para tanta demanda no mercado de tecnologia - #ficaadica

 Neste ano, 90 mil vagas devem deixar de ser preenchidas e o déficit pode chegar a 200 mil em 2013.


 Não está muito fácil a vida das empresas especializadas no recrutamento e seleção de talentos para o mercado de tecnologia da informação. Aumentou significativamente a demanda por profissionais e diminuiu a oferta de pessoas qualificadas. Para encontrar soluções, vale a criatividade e, inclusive, contatos internacionais.

 André Assef, diretor da Desix, já enveredou por outras áreas e até chegou a conversar com profissionais argentinos, portugueses, italianos e norte-americanos que manifestaram interesse em viver no Brasil.

 Quase todo mundo evita o termo "apagão de mão de obra" por considerá-lo muito dramático. Mas todos reconhecem que as dificuldades têm aumentado e haverá um significativo gargalo nos próximos anos. "As contratações estão cada vez mais complicadas e isso abre perspectivas para que pessoas entrem mais cedo nessa área, ainda sem muita experiência profissional", observou Anderson Figueiredo, gerente da consultoria IDC.

 Os números com que o mercado trabalha, apresentados em estudo da Brasscom (associação do setor), é de que 90 mil vagas não serão preenchidas este ano e esse déficit pode chegar a 200 mil em 2013.

 E, quando se considera o aquecimento do mercado interno, aliada à demanda de profissionais para atender os projetos de exportação de software e serviços, o número de vagas que serão abertas em 2020 chega a 750 mil, 450 mil para o mercado interno e 300 mil para cumprir a meta de US$ 20 bilhões em vendas externas.

 Muitos profissionais de TI que não conseguem colocação no mercado se perguntam onde estão essas vagas. "No meio da pirâmide", reforçou Figueiredo. "Em todas as áreas", contrapôs Assef. Mesmo nos cargos gerenciais, na sua avaliação, ainda não há pessoas tão preparadas para as novas funções que essas colocações estão exigindo.

 Mudanças - O grande problema é que o perfil do profissional exigido está mudando rapidamente, assim como as inovações tecnológicas têm surgido com maior velocidade. "Já recebi demanda por arquiteto de mobilidade, um cargo inimaginável há dois anos", observou o diretor da Desix. Outro exemplo é o da área de Business Intelligence, que está superaquecida, mas passou a exigir dos candidatos também o entendimento do mundo dos negócios, e não apenas da tecnologia. A introdução do cloud computing nas empresas também terá reflexos sobre a função exercida pelos técnicos e gerentes de TI. Para Assef, será exigido mais o perfil de gestor da computação em nuvem, abandonando velhas práticas como a constante preocupação com o gerenciamento da infraestrutura.

 Os requisitos exigidos também se ampliam quando se trata do domínio de outras línguas. "As empresas estão em pleno processo de internacionalização, e o inglês fluente tem se tornado fundamental", comentou Figueiredo.

 No caso dos argentinos que procuraram a Desix, o castelhano poderia ser de grande valia em empresas espanholas e sul-americanas que estão instaladas no País, ou em processo de desembarque.


(O Estado de São Paulo)




Agredecimento ao professor do Departamento de Ciência da Computação da UFLA Denilson Alves Pereira por repassar esta noticia aos seus alunos.